Sunday, May 28, 2006

When You Believe...



Música: Metal Contra as Nuvens
Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá
Banda: Legião Urbana

I

Não sou escravo de ninguém
Ninguém senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
é a própria fé o que destrói.
Estes são dias desleais.

Sou metal - raio, relâmpago e trovão
Sou metal, eu sou o ouro em seu brazão
Sou metal: me sobe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar:
Quando tudo é traição,
O que venho encontraré a virtude em outras mãos.

Mas minha terra é a terra que é minha
E sempre será minha terra
Tem a lua, tem estrelas e sempre terá.

II

Quase acreditei na tua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.

Quase acreditei, quase acreditei

E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo.

Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão

III

É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez o que destrói

Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.

Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir -
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal - raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal: eu sou o ouro em seu brazão
Eu sou metal: me sobe o sopro do dragão.

Não me entrego sem lutar -
Tenho ainda coração.
Não aprendi a me render:
Que caia o inimigo então.

IV

- Tudo passa, tudo passará

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer.
Não olhe para trás
-Apenas começamos.

O mundo começa agora -

Apenas começamos.


Estranho escutar esta música, e todas da Legião Urbana, e não cair ao pranto.
Em outros momentos esta música assolaria este ser com uma tristeza descomunal, no entanto, é a serenidade que observo contemplar no presente momento que a ouço.
Tempos de mudanças, aperfeiçoamentos, amadurecer a maturidade.
Tempo de lembrar que o importante é viver, sorrir, e ser feliz.

Friday, May 19, 2006

Solarizar


Estranhas são as sensações que experimentamos ao longo de nossas vidas.
Hoje mesmo, peguei-me de surpresa ao perceber como apreciava um curto banho de sol no caminho entre o restaurante e o local de trabalho. Maravilhosos 14 segundos de passagem que poderiam estender-se por longas e longas horas. 'Sentir' a luz penetrando nos poros, tocando sua pele, aquecendo-a, dando uma incrível sensação de conforto, é algo que não têm preço.
Estranha estas minhas observações sobre um tema que há tempos já era plenamente definido para mim. Repudiava o sol, aquele que enegrecia minha pele que um dia foi alva. Por nascença tenho a pele branca, no entanto por motivos de evolução possuo uma certa quantidade de melanina que é facilmente excitada com 30 minutos de exposição ao sol. Tempo suficiente este para deixar-me corado do sol. Lembro-me na infância que minhas primas almejavam está facilidade para 'pegar uma corzinha'.
E assim mantive esta opinião sobre o sol por uns 10 anos, tempo demais para perceber o quanto ele faz bem. Existem comprovações cientificas deste fato, no entanto na melhor, como bom poeta, conotar com todo fervor das palavras.
Sol é vida, energia, alegria.
Sol faz sorrir, faz amar, amar a si mesmos, por estar naquele momento sentindo uma sensação tão agradável.
É o sol que neste momento levanta meu astral, colocando-me tão para cima que seria capaz de dar pulos altos somente por ter a possibilidade de apreciá-lo.
Como é bom viver, correr, sorrir, ser feliz.
Este é um momento de revisão de conceitos. Momento que há meses vem sendo de mudanças, relembranças do que um dia eu fui, do que eu era, e de como eu serei.
O fim é certo e único, evolutivo.

Wednesday, May 17, 2006

Amor

Por Carlos Drummond de Andrade :

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você esta esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês. Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino - o amor. Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro. Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida. Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir morrer, antes de ver a outra partindo: e o amor que chegou na sua vida. E uma dádiva. Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou as vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: AMOR

Vida

Por Clarice Lispector :

Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém, que o que mais queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e abraçá-la. Sonhe com aquilo que você quiser. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que se quer Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz. As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram. Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre. E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas. O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado. A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade. A vida não é de se brincar porque um belo dia se morre.

Tuesday, May 16, 2006

Por que temos tanto medo de amar?

Por Rosana Braga

É incrível como criamos inúmeras maneiras de nos defender, de nos proteger do sofrimento. Creio que passamos a maior parte de nossas vidas criando novas e mais poderosas formas de não nos expormos. Assumimos papéis, inventamos máscaras, palavras e trejeitos... com um único objetivo: não sofrer!!!Aprendemos, desde muito cedo, que o sofrimento chega quando estamos expostos, vulneráveis, abertos para o outro... e isso é verdade! E, assim, acreditamos que só há uma maneira de não sofrermos: nos fechando, nos defendendo, nos protegendo do outro... e isso é mentira! Simplesmente porque não existe nenhuma maneira de não sofrermos!Proteger-nos do outro é não demonstrar o que sentimos, o quanto amamos; é não compartilhar, não “precisar” (no sentido de admitir que desejamos intimidade com o outro). No entanto, não nos damos conta de que enquanto nos protegemos, tornamo-nos reféns de nós mesmos, transformamos nosso próprio coração numa prisão. Iludidos com a sensação de uma segurança que definitivamente não existe, abrimos mão da possibilidade de experimentarmos sentimentos imperdíveis!Podemos perceber que estamos nos defendendo do amor quando usamos expressões como: “eu gostaria que ele me desse mais carinho, mas não tenho que pedir isso”! ou “se ele não demonstra que me ama, por que eu deveria fazer isso”?O problema é quando norteamos nossa vida a partir do outro: “se ele não fizer isso, eu também não faço”, “se ele não disser, eu também não digo”, “se ele não demonstrar, eu também não demonstro”! Poxa! Que raio de contabilidade miserável é essa?!? O amor não funciona desse jeito e, assim, continuaremos todos morrendo de solidão, carência, angústia e depressão!!!Que tal começarmos a agir por nossa própria conta e risco! Sim, amar é um risco, um enorme risco, mas que não inclui apenas o sofrimento. Neste pacote também está incluso o risco (absolutamente provável) de sermos correspondidos, amados, respeitados, queridos e tudo o mais que possa haver de bom no exercício de compartilhar amor!!!E aí as pessoas vêm com essa: “mas eu não estarei me desrespeitando se pedir amor, se der mais do que receber, se me expor a esse ponto?”... E eu respondo com outra pergunta: O que é se desrespeitar?! Para mim, desrespeitar-se é fazer algo que você não gostaria de estar fazendo ou, ao contrário, é não fazer algo que você gostaria de estar fazendo.Portanto, a pergunta mais importante é: o que você quer fazer? Compartilhar seu amor, dar carinho, pedir carinho, demonstrar o que sente, falar sobre seus sentimentos? Então, faça isso!!! Não desperdice sua vida à espera da “permissão” do outro. Não meça a sua capacidade de amar e de se expor e de se tornar vulnerável a partir do outro. Assuma-se, admita-se e, sobretudo, acolha-se!Vá se percebendo, abrindo-se aos pouquinhos, pedindo devagarzinho... porque assim fica mais fácil reconhecer e respeitar seu limite. E entenda por limite a “linha” que separa o seu desejo da sua verdadeira percepção de que já se deu o quanto gostaria de se dar. Porque, obviamente, não estou defendendo a idéia de que você passe a vida inteira se doando para alguém que não tem espaço para te receber. No momento em que sentir que atingiu seu limite, aja com amor-próprio e recolha-se, para se dar a chance de compartilhar o seu amor com alguém que tem espaço para isso.Enfim, minha sugestão é que paremos, de uma vez por todas, de justificar nossas atitudes (ou não-atitudes) a partir do outro. Que possamos assumir, pelo menos para nós mesmos e se for o caso, que temos medo de sofrer e, por isso, preferimos não nos expor, não pedir, não demonstrar, não expressar e, tantas vezes, não amar...Porque quando conseguirmos reconhecer esse medo, certamente nos tornaremos mais dispostos e disponíveis para o amor. Teremos compreendido, finalmente, que não-sofrer é impossível. Sofrer faz parte do processo de viver, é inevitável. Mas não-amar talvez esteja sendo uma escolha ingênua e infantil, infelizmente feita por muito mais pessoas do que supomos.A dica é: não desperdice sua energia e seu tempo evitando a dor. Não seja refém de seus medos. Apenas aceite-os e lembre-se de que cada um tem os seus; todos temos! Aproveite sua vida amando tanto quanto desejar, tanto quanto sentir... e tenha a certeza de que nunca será “menos” por isso. Muito pelo contrário, estará conseguindo ser o que todos nós desejamos: corajosamente amante!

Sons do Silêncio



Um rei mandou seu filho estudar no templo de um grande mestre com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa. Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre o mandou sozinho para uma floresta. Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta. Quando o príncipe retornou ao templo, após um ano, o mestre lhe pediu para descrever todos os sons que conseguira ouvir. Então disse o príncipe: "Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus...” E ao terminar o seu relato, o mestre pediu que o príncipe retornasse a floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível. Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu à ordem do mestre, pensando: "Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta...” Por dias e noites ficou sozinho ouvindo, ouvindo, ouvindo... mas não conseguiu distinguir nada de novo além daquilo que havia dito ao mestre. Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. E quanto mais prestava atenção, mais claros os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. Pensou: “Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse...” E sem pressa, ficou ali ouvindo e ouvindo, pacientemente. Queria ter certeza de que estava no caminho certo. Quando retornou ao templo, o mestre lhe perguntou o que mais conseguira ouvir. Paciente e respeitosamente o príncipe disse: "Mestre, quando prestei atenção pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da noite... O mestre sorrindo, acenou com a cabeça em sinal de aprovação, e disse:"Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa. Apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor; entender o que está errado e atender as reais necessidades de cada um. A morte do espírito começa quando as pessoas ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem se atentarem no que vai ao interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos, desejos e opiniões reais. É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mensurado, mas que tem o seu valor, pois é o lado mais importante do ser humano...

Monday, May 15, 2006

Ainda hoje

Ainda hoje recebo uma correspondência de uma amiga que tive o prazer de conhecer a pouco tempo. Poucos foram os contatos, porém não poucas foram as palavras. Conversas intermináveis que começavam no simples encontro destas duas pessoas em uma praça em uma noite de domingo. E na carta, ela não cansasse de enaltecer-me por motivos, que para alguns são tão banais, tão corriqueiramente irrelevantes. O fato é: Não sei como agir.
Tento a cada novo, conseguir estampar um sorriso em um rosto alheio, só nunca esperei uma troca, uma reciprocidade adquirida de forma tão espontânea, tão inesperada que me deixasse sem palavras para responder as observações sobre o meu comportamento para com as pessoas.
Sempre digo: Sou um espelho do que comigo, para qualquer pessoa.
Simplesmente não sei como reagir quando ela diz que sou 'fofo' pois não achou um termo mais apropriado para meu tamanho, para minha graduação, para definir o que realmente sou. Não sei reagir quando alguém me diz que meu sorriso e minha paz são capazes de tranqüilizar e manter em estado de graça por horas.
Não entendo este tipo de relevância pessoal.
Não entendo como alguém pode dizer que até mesmo uma saída com os filhos ao shopping é sentida de forma tão diferente depois de algumas conversas.
Não entendo também, como alguém pode sentir-se tão feliz por conhecer uma pessoa há tão pouco tempo, e mesmo assim, não precisar de mim, feliz somente por me conhecer.
Não entendo e não sei se posso conceber o fato de alguém estar encantada com meu carinho, meu brilho, minha maturidade. Ler, que é muito difícil, quase impossível conviver comigo e não se apaixonar.
Não entendo o romantismo de ser presenteado com uma figura de bala cujos dizeres expressam: "Adoro seu sorriso". Gesto tão singelo, mesmo vindo de alguém uma pessoa mais velha, em que este romantismo deveria ter ficado na adolescência. Ser presenteado com um sabão decorativo e aromatizante de mel. Coisas tão simples, mas que fazem tanta diferença. Como é bom sentir-se importante para alguém!
Ouvir que sou maduro de uma mulher de 37 anos com tanta experiência e serenidade nas palavras, faz me pensar nos erros que nunca tive tempo para desfrutar, para aprender, para vivenciar, mas que guardo nas experiências de outras pessoas.
Faz me pensar em todos os caminhos que trilhei para chegar onde estou, novamente, após dois grandes tombos em minha vida. Tombos, não mais acontecerão, este que aqui escrever para ninguém, jamais cairá novamente. Torpes falanges!

Talvez existam coisas que não devem ser entendidas, somente lembradas.
Assim como existem coisas que não posso explicar, apenas as sinto.

Maravilhoso o dia em que descobri que viver, sorrir, amar são verbos que se conjugam no presente, impreteríveis ao momento. Assim sempre serão, se assim sempre permitimos.
Maravilhoso o dia em que descobri que viverei eternamente solitário, por que a razão jamais permitirá que o amor seja sempre correspondido da mesma forma.

Life, is very short.

Sunday, May 14, 2006



Música: Mais uma vez
Composição: Renato Russo, flavio Venturini.

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Quem acredita sempre alcança, quem acredita sempre alcança,
Quem acredita sempre alcança
Quem acredita sempre alcança, quem acredita sempre alcança
Quem acredita sempre alcança

Wednesday, May 10, 2006

Mais um dia

Mais um dia em que acordo, com vontade de viver, mas sem motivo aparente.
Por mais que eu consiga ter momentos felizes, momentos alegres, momentos engraçados, nada nem ninguém irá substitui-la. Viver sem é possível, mas viver sem tambem é viver sem uma parte que te completa, que te preenche no maior impeto. Pergunto-me se um dia conseguirei estar repleto e completo novamente. A dor da morte, talvez nunca supere a dor da perda, a dor de não ter ao seu lado. Ah, se pelo menos eu estivesse ao seu lado, tão feliz seria podendo admirar seu sorriso novamente naquele gramado, naquele restaurante, naquele beijo 'lilás'.
Joga-lá na areia, pegar ela no colo, levar até a água, pedir para que ela segure-se em mim, como se fosse seu protetor diante daquele mar tão imenso. Aguentar com dor, a mesma dor de um tapa materno. Superar as dificuldades e ainda assim sorrir. Fazer merda, fugir de casa, sair para festar, emprestar sua camiseta do tempo de escola para ela dormir, fazer tudo que eu nunca tive coragem de fazer com ninguém. Ah, se ela soubesse, a falta que ela me faz!

Tuesday, May 09, 2006

Amor perfeito!!!!



Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada dois em um: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho.E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

John Lennon


Dar carinho é essencial, aprender a receber, é fundamental.

Sunday, May 07, 2006



Concepções abstratas do que não se explica com palavras...

Thursday, May 04, 2006



Musica: Always
Artista: Bon Jovi
Composição: Indisponível

This Romeo is bleeding
But you can't see his blood
It's nothing but some feelings
That this old dog kicked up

It's been raining since you left me
Now I'm drowning in the flood
You see I've always been a fighter
But without you I give up

Well, I can't sing a love song
Like the way it's meant to be
Well I guess I'm not that good anymore
But babe that's just me

Yeah

Will love you, babe, always
And I'll be there forever and a day, always
I'll be there till the stars don't shine
Till the heavens burst and the words don't rhyme
And I know when I die you'll be on my mind
And I'll love you always

Now your pictures that you left behind
Now your memories of a different life
Some that made us laugh
Some that made us cry
Why they made you have to say good bye

What I'd give to run my fingers through your hair
To touch your lips to hold you near
When you say your prayers try to understand
I've made mistakes I'm just a man

When he holds you close
When he pulls you near
When he says the words
You've been needing to hear
I wish I was him, cause those words are mine
To say to you till the end of time

Will love you, babe, always
And I'll be there, forever and a day, always
If you told me to cry for you, I could
If you told me to die for you, I would
Take a look at my face
There's no price I won't pay
To say these words to you

Well there ain't no luck in this loaded dice
But babe if you give me just one more try
We can pack up our old dreams and our old lives
We'll find a place where the sun still shines

Will love you, babe, always
And I'll be there forever and a day, always
I'll be there till the stars don't shine
Till the heavens burst and the words don't rhyme
And I know when I die, you'll be on my mind
And I love you, always.....
Always.

Monday, May 01, 2006

Voo tão alto quanto a a maior aguia,
Desço ao chão tão rapidamente quanto uma pedra
Rasgo a carne, dilacero o peito. Destruo.
Domino, e então voluptosa massa exacerba o exercito dos mil homens.
Avanço, e nada poderá deter minha furia.
Claves de sol, ranjando nos campos e nas pradarias,
Para que o tom da vitória seja estrondoso.

Victim
Fury,
no Mercy.


Nel Silenzio, poeticissimo film del 1998 con sceneggiatura e regia dell’iraniano Mohsen Makhmalbaf, un ragazzino povero e cieco, ma dotato di un orecchio straordinario, lavora come accordatore di strumenti musicali in un villaggetto del Tagikistan. Seguendo le sue peripezie, sentiamo vari frammenti musicali, ma uno in particolare, pur nella veste timbrica piacevolmente esotica e sensuale di strumenti di un altro mondo, ci suona familiare. «Babababam», dice la sceneggiatura. Il frammento ritorna, si ripete, si assomma, si mescola. Nella scena finale ritroviamo la nostra memoria echeggiare dentro l’esotico bazaar del villaggetto tagico, quando il ragazzino, con una gestualità suggestiva e poetica quanto improbabile, dirige dal suo buio e ciò che prende suono attraverso i colpi degli artigiani sui loro calderoni di rame è l’inizio della Quinta di Beethoven.È certo uno dei più imprevisti, ma non il più stravagante fra gli innumerevoli rivestimenti o travestimenti di cui la musica di Beethoven sia stata ammantata nei suoi circa due secoli di vita. Beethoven in tutte le salse, buono dalle colonne sonore alla pubblicità, una figurina musicale. Beethoven di cui possediamo decine di diverse incisioni discografiche per ciascuna Sinfonia. Che senso ha continuare a suonare Beethoven, andare ad ascoltarlo in sala da concerto? In un illuminante libriccino, Futuro del classico, Salvatore Settis ricorda che il mullah Omar, all’indomani dell’11 settembre, paragonò l’America a Polifemo, «un gigante accecato da un nemico a cui non sa dare un nome» e si domanda però se anche questo non sia che un esempio di una classicità ridotta a frammenti pronti per tutti gli usi, magari arbitrari, senza che si conosca il paradigma di quella classicità. Settis si riferisce propriamente all’antichità greco-romana, ma, pur con tutti i distinguo, molte delle sue riflessioni e domande potrebbero valere anche per quel corpus di opere, per quel linguaggio che noi abbiamo imparato a chiamare classico in musica. Molto più vicino a noi nella cronologia, dunque anche più facilmente o più compiutamente conoscibile. Eppure Beethoven, come Haydn, come Mozart, sono in realtà aldilà della nostra possibilità di comprenderli una volta per tutte. Ascoltando la Quinta ammantata di timbri improbabili nel film di Makhmalbaf, ascoltando ogni Quinta nella sua veste ordinaria nella sala da concerto, possiamo limitarci a riconoscerla, a ritrovare con piacere ciò che già sta nel nostro bagaglio di emozioni e pensieri. Oppure possiamo provare a ri-conoscerla, a conoscerla di nuovo, in altro modo. A lasciarci sorprendere, perché la musica di Beethoven può sorprenderci all’infinito. E come scrive Settis dell’altra classicità: «Quanto più sapremo guardare al “classico” non come una morta eredità che ci appartiene senza nostro merito, ma come qualcosa di profondamente sorprendente ed estraneo, da riconquistare ogni giorno, come un potente stimolo a intendere il diverso, tanto più da dirci esso avrà nel futuro».


Semplicemente il meglio