Friday, December 29, 2006

Mentira, ou ausência de sinceridade?

Será que ocultar, mentir, não ser sincero com o intuito de não ferir, evitar, preservar é algo correto/justo?

Quando crianças nossos pais ocultam algumas verdades afim de preservar ou evitar que se tenha um aprendizado ou conhecimento conturbado, com isto alteram a ordem natural de como as coisas devem ocorrer para cada um de nós.
Não me há uma introdução conclusiva em mente, mas o facto é simples:
Não consigo aceitar como as pessoas são capazes de esconder a verdade por puro egocentrismo, simplesmente para se preservar, evitar que seja constituido um sentimento/pensamento que não esteja de acordo com o que ela deseja que as pessoas achem sobre ela.
Ocultar por simples capricho, enquanto seria muito mais fácil aceitar uma realidade indesejada, incorreta.

Cada vez mais a verdade parece-me apenas uma:

O bem.

"Dar de Si Antes de Pensar em Si"
Rotary

Thursday, December 21, 2006

Voltando a relembrar algumas antigas novas canções recordo-me fatidicamente de "Mais uma vez" composição de Renato Russo e Flávio Venturini:

Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Tem gente que está do mesmo lado que você
mas deveria estar dolado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando agente
Veja nossa vida como está
Mas eu sei que um dia agente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança
Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior
de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Nunca deixe que lhe digam
que não vale a pena
acreditar num sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança...

O único sonho, era estar com alguém em que pudesse confiar.

Wednesday, December 20, 2006

Após um curto periodo distante da longa persistência (e por que não resistência) em manter viva, a infima idéia de preservação de valores e principios, percebo-me letargicamente quieto a certas diferenças contextuais que antes observava com muito mais afinco.

Que principios e valores constituem uma mente ideológica?
E para que servirá uma ideologia pessoal, quando parece mais do que necessario aceitar e integrar-se a um contexto comum?

Definitivamente parece mais fácil ser como a maioria, do que disperdiçar esforços.

O começo, e o fim para todos é único.

"Eu sou, eu fui, eu vou, gita"



“Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando”,
“Foi justamente num sonho que ele me falou”Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao teu lado
Você pensa em mim toda hora
Me come, me cospe, me deixa
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou lhe mostrar
Eu sou a luz das estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o medo de amar
Eu sou o medo do fraco
A força da imaginação
O blefe do jogador
Eu sou eu fui eu vou
GitaEu sou o seu sacrifício
A placa de contramão
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição
Eu sou a vela que acende
Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada
Por que você me pergunta
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra,
Do fogo, da água, do ar
Você me tem todo dia
Mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você
Mas você não está em mim
Das telhas eu sou o telhado
A pesca do pescador
A letra A tem meu nome
Dos sonhos eu sou o amor
Eu sou a dona de casa
Nos pegues pagues do mundo
Eu sou a mão do carrasco
Sou raso, largo, profundo
Gita
Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão
Mas eu sou o amargo da lingua
A mãe, o pai, o avô
O filho que ainda não veio,
O início, o fim, e o meio
O início, o fim, e o meio
Eu sou o início, o fim e o meio
Eu sou o início, o fim e o meio
Eu sou a vela que acende
Eu sou a luz que se apaga
Eu sou à beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada
Por que você me pergunta
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra
Do fogo, da água e do ar
Você me tem todo dia
Mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você
Mas você não está em mim
Das telhas eu sou o telhado
A pesca do pescador
A letra arde em meu nome
Dos sonhos eu sou o amor
Eu sou a dona de casa
Nos pegue-pagues do mundo
Eu sou a mão do carrasco
Sou raso, largo, profundo
Gita
Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão
Mas eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai e o avô.
O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio (2x)

Tuesday, December 19, 2006

Certas Incertezas

As vezes sinto falta de certas incertezas que tinha. Saudades da tristeza, da melâncolia, da depressão. Será mesmo que a verdade é a felicidade? Ou esta não passa de mais um estado passageiro, um bem estar momentaneo?
Ao menos quando sentia-me só, tinha a certeza de que estava só, e havia um objetivo: Não estar só. Escrevia porque haviam incertezas que de certa maneira me deixavam contente por conserva-las. Depois que pude conceber uma existência individualmente mutante, a única real certeza é a incerteza de que amanhã, depois, além infinito, são verbos que se conjungam, mas são se julgam.

A ignorância humana é uma dádiva da qual sómente tolos inteligentes abrem mãos.


listening:
Lacuna Coil - Senzafine