Observando o atual presente e olhando para trás, vi que só o tempo proporciona à vida o caminho que melhor cabe a cada um de nós. Só o tempo sabe o que faz.
Hoje observo antigos amigos, com os quais confábulava na infância, parados no tempo ou pior, que abdicaram de si mesmos ou se esqueceram no tempo permitindo sujeitar-se a forma de ser do meio onde vivem. Limitados por sua própria forma de não ser! Como li em um livro de história antiga: -Nasça aqui, more aqui, morra aqui!
Nascer, crescer e viver em uma região periférica da cidade não institui necessáriamente que devamos ser como os cohabitantes. Não precisamos freqüentar os mesmo locais, termos os mesmos gostos, sermos iguais! No entanto parece-me que nos meios onde vivem pessoas de meios diferentes, com uma formação um pouco diferenciada, as pessoas parecem ter dentro de si maneiras próprias e individuais de ser e pensar, e não simplesmente sujeitando-se a tudo (se é que isto é visto como sujeitar por elas, e não como fazer o correto (o que todos fazem)).
Não consigo conceber no meu intímo, como as pessoas acomodam-se com o simples fato de viver (quando não têm consciência do ser), ou mesmo sobreviver (quando não tem consciência da situação real pela qual passam) diante ao que se passa em volta delas.
Talvez seja por isto que este país prematuro de escravos alforriados não desenvolva!
Deveras isto está implicíto nos níveis sociais. No entando o que mais me encomoda é a pertinente pergunta: Devo ser como o meio institui, ou devo lutar (e não é uma luta?(não contra o meio, mais ao que ele institui)) para tentar mudar o que é da minha natureza?
Paz!


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